A Câmara de Comércio Líbano brasileira de Minas Gerais foi constituída  aos 21 (vinte e um) dias do mês de novembro de 2005, na Associação Comercial de Minas. Reuniu-se em Assembleia, notórios Libaneses e descendentes, que com o intuito de promover e pugnar pelo desenvolvimento das relações comerciais, sociais e culturais do Brasil com o Líbano em Minas Gerais, concretizaram o que antes era apenas um ideal diante de uma necessidade em um estado que apresenta  uma colônia numerosa em um país com mais de 12 milhões de Libaneses e descendentes.

HISTÓRIA DO LÍBANO

O Líbano é um dos quinze países contemporâneos que ocupam a região que é considerada o Berço da Humanidade. É a pátria histórica dos fenícios,  cuja cultura marítima floresceu na região durante mais de 2 000 anos.

Os Fenícios, organizados em várias cidade-estados expandiram o comércio marítimo através do Mediterrâneo e fundaram várias colonias ao longo do Norte da África, sendo a mais importante Cartago. Cartago era uma colonia da cidade de Tiro, principal cidade fenícia em relação ao comércio marítimo. Dentre os feitos dos antigos Fenícios, está a invenção da escrita alfabética, que foi adaptada e deu origem aos atuais alfabetos romano, grego, cirílico e arábico.

Outro grande feito foi a Circunavegação fenícia da África, feita milhares de anos antes dos portugueses . Após cair sob o domínio macedônio, o centro da cultura fenícia passou a ser Cartago.

Antes de Cristo, Cartago passou ao domínio do Império Romano  a cultura fenícia foi dispersa tanto no Oriente Médio quanto no Norte da África.

Nesta época, na cidade de Berilos (atual Beirute) foi criada uma das maiores Faculdade de Direito do Império Romano. Com a divisão do Império, passa ao domínio bizantino.

Na Alta Idade Média foi tomada pelos Árabes e anexada à Síria. Sendo próxima à capital do Califado, Damasco, houve um desenvolvimento razoável na região. Durante as cruzadas, foi ocupado pelos cruzados, que estabeleceram capital em Trípoli.  Por funcionar com um sistema feudal, o Líbano foi rapidamente retomado pelos Árabes, e pouco depois, pelo Império Otomano.

Depois do colapso do Império Otomano que se seguiu à Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações atribuiu à França o mandato sobre as cinco províncias que compõem o Líbano atual.

A moderna constituição libanesa, delineada em 1926, especifica um balanço no poder político entre os grupos religiosos principais, nomeadamente entre os muçulmanos e os maronitas.

O país obteve a independência em 1943, e as tropas francesas retiraram em 1946. A história libanesa desde a independência tem sido marcada por períodos alternados de estabilidade política e convulsões, entremeados com a prosperidade adquirida pela posição de Beirute como um centro regional de finanças e negócios. Hoje o Líbano é um estado estável política e economicamente.

A COMUNIDADE LIBANESA NO ESTADO BRASILEIRO:

A comunidade libanesa que vive no Brasil, formada em sua maioria por descendentes, é maior do que a população do Líbano. São quase 10 milhões de libaneses e descendentes em território brasileiro, contra 6 milhões que vivem no Líbano.

O país é uma república parlamentarista com presidente eleito pelo voto dos deputados. O último presidente, general Michel Sleiman, foi eleito pelo Parlamento em 2008. Brasil e Líbano têm comércio bilateral de cerca de US$ 312 milhões.

Em 2015, foram comemorados 135 anos do início oficial da imigração árabe para o Brasil. Foi em 1880 que o primeiro navio com libaneses deixou o porto de Beirute, estimulados pelo imperador Dom Pedro II, que visitara o país quatro anos antes. A maioria dos libaneses imaginava estar migrando para os Estados Unidos, porque o Brasil era praticamente desconhecido.

Muito antes, no entanto, árabes já tentavam a sorte no novo mundo. No Brasil, os primeiros árabes chegaram ainda no período colonial, para trabalhar como mascates. Em 1880, veio a primeira grande leva de libaneses cristãos, fugindo do Império Otomano, Estado de maioria muçulmana que dominava todo o Oriente Médio e era controlado pela etnia turca. Os estados que mais receberam migrantes libaneses foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará e Goiás. Como chegavam com o passaporte otomano, eram chamados de “turcos”, denominação aplicada até hoje aos árabes e seus descendentes em parte do Brasil.

OS LIBANESES EM MINAS GERAIS

No estado Minas Gerais residem  aproximadamente 2 milhões de Libaneses e descendentes.

Marcadamente a colônia Libanesa sempre se reuniu em Belo Horizonte em especial no CLUBE LIBANÊS DE BELO HORIZONTE, que com capacidade para 1.100 associados teve sua  fundação em 24 de novembro  de 1947. A pedra fundamental da sede social do Clube Libanês foi lançada em 5 de fevereiro de 1954, com a presença do então governador do estado, Magalhães Pinto.

Outra importante instituição a qual devemos citar é a FUNDAÇÂO LIBANESA DE MINAS GERAIS – FULIBAM  que tem como principal objetivo atender jovens carentes . 

Devemos citar ainda o LAR DRUSO BRASILEIRO e a UNIÃO MARONITA DE MINAS GERAIS (mantenedora da Igreja Nossa Senhora do Líbano), que incentivam o fortalecimento das relações entre os libaneses e descendentes.

Os libaneses e descendentes influenciaram decididamente a economia de Minas Gerais, seja no comércio, na indústria ou no serviço gerando emprego e renda. São empreendedores natos.

Cita-se os setores de maior relevância:

  • Locação de veículos,
  • Estacionamentos,
  • Supermercados,
  • Construção civil e pesada,
  • Têxtil e confecção,
  • Bancos e financeiras
  • Agronegócio,
  • Bares e restaurantes,
  • Além de professores, médicos, advogados, financistas, engenheiros, políticos,  entre outros.

Os libaneses são acolhedores, fomentadores do empreendedorismo, mas sobretudo, está na família os seus principais valores.